Sustentabilidade vs. ESG

Já se ouviu falar do sistema ESG (Environmental, Social and Corporate Governance/ ambiente, social e governança empresarial) nas empresas, mas este conceito provavelmente ainda não é familiar. Afinal, por que trocamos a sustentabilidade por uma nova abordagem? Esta, para mim, é uma ótima temática para abordar neste dia tão importante: o Dia do Trabalhador.

A sustentabilidade define-se como “​​a capacidade de satisfazer as nossas necessidades no presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”. Procurando corresponder às novas expectativas dos consumidores, as empresas procuraram adaptar o seu processo produtivo de forma a reduzir o consumo de recursos naturais e o seu impacto no meio ambiente. A necessidade de apelar um produto como sustentável nas campanhas de marketing, levou inclusive à manipulação de informação por parte de algumas marcas relativamente ao verdadeiro impacto ambiental do seu produto (Greenwashing), tornando a produção de artigos “amigos de ambiente” meramente numa estratégia de lucro.

Porém ficou esquecido que, além da vertente ambiental, a sustentabilidade deve incluir uma vertente económica e social. Recentemente temos lido notícias de marcas “sustentáveis” produzidas em fábricas que exigem horas extra de trabalho não remuneradas aos seus colaboradores, oferecem um ambiente inapropriado à saúde mental do mesmo e descuidam daquilo que são as regras básicas de segurança. 

Nesta nova perspectiva, as empresas devem ir além da sustentabilidade, e conseguir demonstrar que o seu negócio é responsável e com um crescimento económico sustentável.

Cada vez mais os investidores procuram empresas que estejam alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU, ou seja, socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis. 

De forma a compreender melhor o que é o ESG, seguem exemplos de cada uma das componentes:

  • E de Environmental (ambiente): esta vertente está relacionada com a utilização equilibrada de recursos naturais, se possível, introdução de uma economia circular, redução das emissões de gases poluentes, aumento da eficiência energética, gestão correta de resíduos, etc;
  •  S de Social:  boas práticas de segurança no trabalho, criação de valor para stakeholders, remuneração justa dos trabalhadores, vínculos contratuais a longo prazo, inclusão e diversidade na contratação, retenção dos colaboradores, respeito pelos direitos dos mesmos, desenvolvimento de projetos sociais, relação com os fornecedores, etc;
  • G de Governance (governança): otimização das metodologias de trabalho, redução de custos de produção, planeamento, ética e transparência, etc.

O sistema ESG foi criado numa perspectiva de existir uma métrica que avalie as empresas nestas três vertentes. Dada a sua divulgação, acredito que será essencial a todas as empresas abraçar este sistema, não só como estratégia de marketing e de captação de investimentos, mas também como modelo que promova a otimização do seu sistema, garantindo o futuro do negócio.

Pessoalmente, tenho estudado sobre esta temática, sendo ainda muito recente para a compreender na sua totalidade, pelo que convido os leitores a deixarem o seu contributo.

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